Instruções foram ministradas pelas delegadas Danielle Garcia e Rosana Freitas

 

A Academia de Polícia Civil de Sergipe (Acadepol) realizou nesta sexta-feira, 11, as atividades do 3º ciclo do projeto Investigação Policial: estudos de caso, trazendo para o debate crimes cibernéticos e contra a administração pública. A capacitação propõe a análise de casos verídicos, investigados pela Polícia Civil sergipana, destacando métodos e técnicas utilizados que permitiram a elucidação de crimes de grande repercussão social.

 

Na oportunidade, as instruções foram ministradas pela delegada Danielle Garcia, diretora do Departamento de Crimes contra Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), e pela delegada Rosana Freitas, coordenadora da Delegacia de Defraudações e Crimes Cibernéticos.

 

“Esse é o nosso terceiro ciclo, estamos consolidando a idéia de sempre estar trazendo para a Acadepol e disponibilizando para os policiais civis e colegas de outras instituições o debate sobre investigação policial, que é muito importante. Pretendemos sempre trazer o debate sobre casos concretos, pois há situações em que o policial trabalha em municípios onde ele não se depara com investigações mais complexas. Com esse ciclo, o policial tem a oportunidade de reproduzir o conhecimento nas investigações que vai enfrentar ao longo de sua carreira”, mencionou o delegado João Batista Santos Júnior, diretor da Acadepol.

 

Para a delegada Danielle Garcia, coordenadora do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), o projeto é inovador e importante para a carreira do policial que atua na área investigativa. “É uma iniciativa maravilhosa da Acadepol, são ciclos de palestras muito interessantes. É importante passar um pouco do conhecimento sobre como é desenvolvida uma investigação, o passo a passo, como foi elaborado o inquérito. Isso é muito importante para os policiais e parceiros que são inclusive aliados no combate à corrupção, no caso do Deotap. Os colegas que chegaram recentemente na instituição estão muito interessados em aprender e isso é muito satisfatório”, destacou a delegada que conduziu as atividades no período da manhã.

 

De acordo com o policial civil Igor Cristiano Porto da Silva, lotado na Delegacia de Roubos e Furtos (Derof), os ciclos têm sido fonte de aprendizado a ser utilizado no cotidiano da atividade policial. “Esse é o terceiro ciclo e venho participando de todos porque os temas são muito interessantes, os instrutores têm trazido questões práticas para sala de aula. Tenho apenas um ano de Polícia, então tenho aprendido bastante com a experiência profissional dos colegas mais antigos. Já utilizei inclusive conhecimentos adquiridos nos ciclos nas atividades que desempenho”, comentou.

 

No período da tarde, a instrução sobre crimes cibernéticos foi conduzida pela delegada Rosana Freitas, coordenadora da Delegacia Especial de Repressão a Crimes Cibernéticos, que enfatizou a importância do aprendizado adquirido nos ciclos. “É uma troca de experiências com profissionais de diversas áreas, policiais interagindo em um ambiente acadêmico para que a gente possa construir uma ideia sobre investigação, uma política de apuração dos fatos de forma sistemática atendendo a doutrina que existe sobre cada matéria. No caso de investigações na área de crimes cibernéticos, ainda encontramos alguns entraves pertinentes à legislação, a exemplo de ausência de regulamentação e dificuldade na obtenção das informações. Isso tem sido superado com apoio do Judiciário e do Ministério Público, mas ainda é preciso avançar bastante”, pontuou.

 

O delegado João Batista destacou ainda que pretende trazer para os ciclos profissionais de outros estados, sempre com o intuito de enriquecer os debates e agregar novas experiências. “Privilegiamos o aprendizado com nossos colegas da Polícia Civil de Sergipe mas pretendemos trazer contribuições de outros estados para que a gente possa trocar experiências e para criar esse ambiente de atividade intelectual nas investigações policiais. Agora no mês de agosto a Acadepol contará com diversas outras atividades, a exemplo de um curso de sobrevivência policial (qualificar o policial sobre como se proteger e proteger a própria família nos momentos de lazer, fora do serviço) e de um curso na área de explosivos. A ideia é que além da Acadepol ser formadora de policiais, seja também um local de convivência e integração por parte dos policiais”, finalizou o diretor da Acadepol.

 

FONTEASCOM/SSP (Portal SSP/SE, em 11 de agosto de 2017)