Este foi o primeiro curso específico sobre a matéria realizado no estado de Sergipe e representa um grande avanço para a polícia sergipana.

A Academia de Polícia Civil (Acadepol) encerrou na última sexta-feira, 1º, as atividades do Curso de Primeiras Respostas em Ocorrências Envolvendo Bombas e Explosivos.

Ministrado por instrutores da Companhia Antibombas do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar da Bahia, o curso, com carga-horária de 60 horas, capacitou 43 policiais, civis e militares, que hoje estão mais preparados para lidar com situações nas quais se detecte a utilização de artefatos explosivos, bem como para difundir o que aprenderam sobre o tema, com intuito de alertar outros policiais sobre os riscos que podem correr e a que podem submeter outras pessoas, devido à falta de conhecimento sobre o poder destrutivo desses materiais.

Durante toda a semana, os alunos beneficiados pelo curso puderam observar, através de atividades práticas, as características dos principais artefatos explosivos utilizados em ocorrências no Brasil, e foram orientados acerca dos procedimentos adequados diante de ocorrências desse tipo. “Em todo o nordeste brasileiro tem sido frequentes os casos de explosão de caixas eletrônicos. Muitas vezes, após um fato desse tipo, restam resíduos de explosivos não detonados ou mesmo toda a carga explosiva de uma tentativa frustrada, e isso representa um risco muito grande para quem se aproxima do local do evento, desprovido dos devidos cuidados. É exatamente aí que reside a grande relevância do curso. Não tenho dúvidas de que o conhecimento adquirido por esses 43 policiais será difundido e isso poderá evitar acidentes graves”, salientou o vice-diretor da Acadepol, Adriano Bandeira.

Para o Capitão Érico de Carvalho, comandante da Companhia Antibombas do BOPE da Bahia, quando se trata de situações envolvendo explosivos, os policiais não têm a opção de errar. “Quando envolve vidas, seja do policial ou de pessoas da comunidade, é necessário empregar a maior técnica possível, porque o poder de destruição de um explosivo é enorme. É preciso saber o que fazer e o que não fazer. Nossa maior demanda hoje tem sido as ocorrências contra as instituições financeiras. O curso é rápido, mas o nosso maior objetivo foi alcançado: conhecer um explosivo, seu poder de destruição e a forma como é acionado.”

Este foi o primeiro curso específico sobre a matéria realizado no estado de Sergipe e representa um grande avanço para a polícia sergipana. Foi mais um projeto inovador da Academia de Polícia Civil de Sergipe que, em parceria com Secretaria de Segurança Pública, com o Comando Geral da Polícia Militar de Sergipe e da Bahia, com Banco do Estado de Sergipe e com o BOPE da Bahia, foi concretizado com louvor.

Após a simulação de duas ocorrências, através das quais os policiais do BOPE/BA demonstraram a forma de atuação adotada pela Companhia Antibombas e a utilização dos equipamentos específicos de que dispõem para operações com explosivos, o curso foi encerrado, em solenidade formal, com a presença de autoridades da Segurança Pública do Estado de Sergipe e entrega dos certificados para os alunos e instrutores.