Na noite da última terça-feira, 05, a Academia de Polícia Civil de Sergipe concluiu a primeira edição do Curso de Sobrevivência Policial. O curso, que tem como objetivo desenvolver nos alunos conhecimentos sobre prevenção da violência urbana e habilidades para tomada de decisão em situações desta natureza, teve início no dia 24 de novembro, com aula inaugural realizada no auditório da Acadepol, e continuidade com aulas práticas distribuídas entre os dias 27 de novembro e 05 de dezembro.

 

A aula inaugural foi conduzida pelo agente de polícia Adriano Bandeira que abordou, dentre outros temas, a dinâmica dos confrontos armados, prevenção e atuação em situações de violência urbana contra policiais, comportamento humano em situações de crise e estudos de caso. Para Adriano Bandeira, vice-diretor da Acadepol e instrutor do curso, esta palestra inicial é imprescindível para que o policial perceba que o mais importante de toda a matéria transmitida é a prevenção. “Neste momento do curso, além de tratarmos de questões inerentes aos confrontos armados, realizamos análises de casos e chamamos a atenção do policial para o quanto é importante para sua sobrevivência diária mudar seu comportamento, a fim de evitar que a violência urbana chegue até ele”, comentou.

 

Para os treinamentos práticos, coordenados pelos instrutores do Setor de Instrução em Armamento e Tiro da Acadepol (SIAT), os alunos inscritos foram divididos em três turmas, de aproximadamente 20 alunos cada, os quais receberam instruções nos dias 27 e 28 de novembro, 30 de novembro e 01 de dezembro e 04 e 05 de dezembro, respectivamente. Durante os dois dias de aulas práticas, os alunos executaram exaustivamente técnicas de saque velado, desarme, tiro de reação, tiro em deslocamento, dentre outras, e puderam aplicar os conhecimentos adquiridos executando atividades simuladas. Cada aluno efetuou cerca de 100 tiros durante as instruções. Para Géverson Ramos, coordenador do SIAT, o curso foi um sucesso. “Conseguimos reunir em torno desta temática policiais civis nomeados recentemente e também mais antigos e as inscrições se esgotaram em menos de 36 horas. Isso mostra o quanto a questão da violência contra o policial é um assunto preocupante e isso nos impele a continuar oferecendo esse treinamento,” afirmou.

 

Dentre os 52 alunos que tiveram oportunidade de participar do curso, a satisfação é notória. A aluna Géssica Santana, escrivã de polícia, ressaltou a importância do curso para o policial. “O curso foi excelente. Acredito que temos que ter cada vez mais treinamentos desse nível, que nos preparam para que possamos nos proteger no nosso dia-a-dia, uma vez que, quando estamos trabalhando, temos sempre a presença de outros colegas, que nos garante maior segurança, mas nos momentos de folga estamos mais vulneráveis,” afirmou.

 

 

A realização deste curso foi possível graças à cooperação da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Sergipe (SSP/SE) e do Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL/SE), que promoveram, em agosto deste ano, a capacitação dos intrutores que estão agora multiplicando o conhecimento adquirido. O delegado João Batista Santos Júnior, diretor da Acadepol, está muito satisfeito com a repercussão positiva do curso e assegurou que outras turmas serão ofertadas em 2018. “O que queremos é levar esse conhecimento ao maior número possível de policiais sergipanos. Nossa preocupação, enquanto escola de polícia, não pode ser somente a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelos policiais, mas também o seu desenvolvimento e segurança pessoal,” concluiu.